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Atualizado: 05-01-2026 | Tempo de leitura: 2 minutos

Em entrevista à Radio Continental de Serrinha, Wagner diz que base de Jerônimo ainda não fechou chapa para 2026

Em entrevista à Radio Continental de Serrinha, Wagner diz que base de Jerônimo ainda não fechou chapa para 2026O ano eleitoral já começou, mas a base governista da Bahia ainda não bateu o martelo sobre a composição da chapa majoritária que disputará as eleições de 2026. A indefinição envolve não apenas a candidatura à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT), mas também as duas vagas ao Senado Federal.

Em entrevista à Rádio Continental AM de Serrinha, nesta segunda-feira (5), o senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou que o grupo político que dá sustentação ao governo estadual segue em diálogo para chegar a um consenso sobre o arranjo eleitoral.

“Nós estamos discutindo a chapa para 2026 na Bahia. Eu sigo afirmando que o grupo não racha. Todos os partidos que participam do nosso grupo cresceram. Essa é uma característica nossa da qual eu me orgulho muito. Considero que chegaremos a um denominador comum”, declarou Wagner aos jornalistas Cleriston Silva e Clodoaldo Marques.

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Nos bastidores, no entanto, a disputa pela formação da chapa tem gerado tensão, especialmente em torno da possibilidade de uma composição chamada de “puro-sangue”, formada exclusivamente por nomes do PT. 

Nesse cenário, Jerônimo Rodrigues concorreria à reeleição ao lado do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), e do próprio Jaques Wagner, deixando de fora o senador Angelo Coronel (PSD), que tentaria a reeleição.

A eventual exclusão de Coronel da chapa governista não tem sido bem recebida pelo PSD. Aliados avaliam que o senador pode migrar para o campo da oposição caso o partido perca espaço na disputa majoritária de 2026.

A relação entre PT e PSD ganhou novos contornos no fim de 2025, quando o governador Jerônimo Rodrigues indicou Otto Alencar Filho, então deputado federal e filho do senador Otto Alencar (PSD), para uma vaga no Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA). A indicação foi aprovada pela Assembleia Legislativa da Bahia (Alba).

Entre lideranças políticas, circulam rumores de que a nomeação teria funcionado como uma espécie de compensação ao PSD, diante da possibilidade de retirada do nome de Angelo Coronel da chapa majoritária. A estratégia teria como objetivo reduzir o desgaste interno e manter o partido na base aliada, mesmo com o fortalecimento de uma chapa majoritariamente petista.

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