PF cumpre mandado em Jeremoabo durante operação contra tráfico internacional de animais silvestres
A Polícia Federal cumpriu um mandado de prisão no município de Jeremoabo, a 230 km de Serrinha, durante a Operação Extinção Zero, que investiga uma organização criminosa transnacional especializada no tráfico de animais silvestres ameaçados de extinção. A ação ocorreu nesta semana e faz parte de uma ofensiva realizada em cinco estados do país.
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Ao todo, a operação teve mandados cumpridos na Bahia, Pará, Pernambuco, Piauí e Maranhão. Até a última atualização, 10 pessoas haviam sido presas, incluindo suspeitos localizados em cidades como Santarém, Feira de Santana, Araguanã e na região de Juazeiro e Petrolina. Um investigado já estava preso e residia em Lauro de Freitas.
Segundo a PF, a organização criminosa tinha base operacional na região de Juazeiro, de onde partia a coordenação das atividades. O grupo comprava animais de caçadores responsáveis por capturá-los na natureza e, em seguida, os revendia para compradores no Brasil e no exterior.
As investigações apontam ainda que, em 2025, integrantes da quadrilha teriam planejado capturar ararinhas-azuis mantidas no criadouro conservacionista do programa de reintrodução da espécie em Curaçá.
De acordo com a Polícia Federal, o grupo possuía uma estrutura organizada, com divisão de funções entre capturadores, financiadores, intermediários e receptadores. Para facilitar as ações, os investigados utilizavam drones, armamentos, contas bancárias de terceiros e aplicativos de comunicação criptografada.

Investigação internacional – A apuração teve início após a apreensão, em fevereiro de 2024, de um veleiro brasileiro no país africano Togo. A embarcação transportava 17 micos-leões-dourados e 12 araras-azuis-de-lear, espécies brasileiras ameaçadas de extinção.
Segundo a investigação, os animais teriam saído do Brasil com documentação internacional falsa.
Durante as diligências, a PF contou com o apoio do Ibama e do Inema, responsáveis pela avaliação e reabilitação dos animais resgatados.
Ao todo, a Justiça Federal da Bahia expediu 12 mandados de prisão preventiva e 22 mandados de busca e apreensão, cumpridos em diferentes estados. Os investigados podem responder por organização criminosa, contrabando, receptação qualificada e crimes ambientais, incluindo maus-tratos a animais.










