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Atualizado: 09-04-2026 | Tempo de leitura: 2 minutos

Mesmo em emergência por seca, Riachão do Jacuípe prevê gasto de R$ 4,7 milhões com o São João

Mesmo em emergência por seca, Riachão do Jacuípe prevê gasto de R$ 4,7 milhões com o São João

Mesmo incluído na lista de municípios baianos em situação de emergência por causa da seca, Riachão do Jacuípe deve manter a tradição dos festejos juninos com investimento milionário. A programação principal está prevista para ocorrer entre os dias 19 e 24 de junho.

Dados do Painel de Transparência dos Festejos Juninos, do Ministério Público da Bahia (MP-BA), apontam que, em 2025, o município foi o 18º que mais gastou com o evento no estado. Ao todo, foram R$ 4.726.900 investidos em 19 dias de festa — um aumento de 190% em relação a 2022, quando o gasto foi de R$ 1.624.500.

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Do montante aplicado no ano passado, R$ 4.176.900 saíram dos cofres municipais, enquanto R$ 550 mil tiveram origem em recursos federais. Ao todo, 67 atrações foram contratadas. O maior cachê foi pago ao cantor Pablo, que recebeu R$ 550 mil. Em seguida, aparecem César Menotti e Fabiano (R$ 480 mil), Iguinho e Lulinha (R$ 400 mil), além de Léo Foguete e Felipe Araújo, com R$ 350 mil cada.

Para 2025, algumas atrações já estão confirmadas, como Pablo, Zé Vaqueiro, Fulô de Mandacaru, Murilo Huff e Eduardo Costa. Considerando os valores médios pagos no São João baiano, apenas esses cinco artistas podem representar um custo estimado de R$ 2,15 milhões.

A realização da festa, mesmo diante da crise hídrica, segue orientação conjunta do MP-BA, do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA), do Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA) e da União dos Municípios da Bahia (UPB). De acordo com nota técnica emitida pelos órgãos, cidades em situação de emergência podem promover festejos juninos, desde que cumpram critérios como equilíbrio fiscal, razoabilidade nos gastos e preservação das tradições culturais.

O documento estabelece que os municípios devem estar com as contas em dia, garantir que os investimentos não prejudiquem serviços essenciais e priorizar a cultura local, evitando disputas por grandes atrações que elevem excessivamente os custos.

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