Sem salário, funcionários param escola e deixam alunos sem aula na zona rural de Barrocas

Funcionários da Escola Municipal Fabrônio Teles, no povoado de Curralinho, em Barrocas, suspenderam as atividades nesta sexta-feira (10) após denunciarem atraso no pagamento de salários.
Mensagens atribuídas a servidoras da própria unidade, divulgadas em grupos de conversa, mostram funcionárias informando que não iriam trabalhar “até o momento de receber o pagamento”. Outra servidora afirmou que também deixaria de comparecer “pelo mesmo motivo”.
Em seguida, uma responsável pela escola comunicou que, diante da ausência de profissionais, não haveria aula nesta sexta.
A paralisação gerou preocupação entre pais de alunos e moradores do povoado de Curralinho, já que a suspensão das aulas compromete o calendário letivo e afeta diretamente estudantes da comunidade.

Prints de conversas mostram servidoras relatando atraso salarial e informando que não iriam trabalhar
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Um morador da cidade, que preferiu não se identificar, relatou que o problema pode ir além da unidade de Curralinho. Segundo ele, estudantes do Colégio Plínio Carneiro também teriam ficado sem transporte escolar por suposto atraso no pagamento de motoristas que atendem localidades como Barreira e Baraúna do Rumo.
“Barrocas está entregue às baratas. Os alunos do Plínio também ficaram sem ônibus por falta de pagamento”, afirmou o morador em mensagem enviada à reportagem.
Morador da localidade, o vereador Aldo do Curralinho (União Brasil) classificou a situação como “lamentável” e afirmou que, em pleno cenário atual, é inadmissível ver episódios semelhantes aos do passado.
Segundo o parlamentar, os maiores prejudicados são os estudantes. “As crianças são o futuro da nossa cidade e do nosso país, e estão sendo diretamente afetadas por essa irresponsabilidade”, disse.

Escola amanheceu com cadeado no portão após paralisação de funcionários por atraso salarial
Aldo também afirmou que cerca de R$ 60 milhões do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) teriam sido repassados ao município nos últimos 15 meses, sem que a população perceba avanços na área. “É o cúmulo do absurdo que estamos vivendo hoje em Barrocas. É uma situação degradante, um sentimento de frustração total em nosso município”, declarou.
O vereador disse ainda que se solidariza com a comunidade de Curralinho e cobrou providências urgentes do prefeito e do secretário de Educação. Segundo ele, caso o problema não seja resolvido, poderá acionar órgãos de controle, como o Ministério Público.
Até o momento, a gestão municipal não se pronunciou oficialmente sobre a denúncia de atraso salarial nem sobre a previsão de normalização dos pagamentos. A reportagem do cleristonsilva.com tentou contato com a Prefeitura de Barrocas, mas não conseguiu retorno até a publicação desta reportagem.









